

Janela aberta a todos os que queiram refletir e opinar de forma construtiva e independente sobre o dia-a-dia do mais emblemático clube desportivo da cidade poveira - VARZIM SPORT CLUB.





Em primeiro lugar Pedro Proença foi o arbitro escolhido para apitar o Leixões-Varzim.





VARZIM - 0
BEM VISTAS AS COISAS... UM PONTO ATÉ NÃO FOI DEMAIS!
Os adeptos do Estoril podem dar-se por satisfeitos com o resultado alcançado na Amoreira.
O Varzim, esse, mais uma vez adiou a primeira vitória na Orangina. Não porque a equipa da casa tivesse em momento algum do jogo, ser mais candidato que o Varzim... mesmo para a manutenção. E, deve referir-se que, em praticamente toda a primeira parte, a estratégia ofensiva, arquitectada pelo técnico brasileiro Eutrópio, foi por água abaixo, muito por mérito do bom trabalho defensivo explanado pelos jogadores do Varzim, do que por demérito ou ineficácia dos seus pupilos. Basta dizer que, Ricardo, guarda-redes da equipa poveira, foi um mero repositor de bola em jogo.
Pena foi que os comandados do técnico poveiro, Eduardo Esteves, se tivessem ficado pela metade "da missão" (defender, mas também atacar), já que, se (sempre os "ses"...) a turma alvi-negra tem "apertado" o Estoril com mais iniciativas atacantes, (nós que vimos), não poríamos as mãos no fogo pela equipa canarinha... pelo que viríamos a constatar no 2º. tempo, com o Varzim a dispôr da melhor oportunidade, vista em todo o jogo, para marcar, sendo Salvador a sua figura principal, ao "tirar da frente" os opositores e a pôr a bola a jeito do pé esquerdo, dispararando um remate fortíssimo para o canto esquerdo do guardião Cléber, com este a corresponder com uma defesa para canto... de fazer levar as mãos à cabeça das cerca de três centenas de adeptos da casa e, a provocar um "broáh!!!" aos pouquíssimos adeptos do Varzim presentes no António Coimbra da Mota, na Amoreira.
Este foi o melhor momento de toda a partida, disputada debaixo da ventania do costume naquele recinto, acompanhada, às vezes, de alguns "cântaros" de água... mas não muita, para aquela que caiu durante o dia, em grande parte do país...
Na segunda parte, o Estoril, teve que mostrar os galões, de maior patente do que a mostrada no primeiro tempo, para não ser surpreendido pelo Varzim, dado o facto de a formação poveira ter entrado na segunda parte, decididamente, na disputa pelos 3 pontos... olhos nos olhos com o adversário. A cada ataque que produzia, via-se logo de seguida em sobressalto com respostas rápidas do Varzim, então com o vento pelas costas a "dar um empurrãozinho", repartindo pelos dois clubes a sua benesse... às vezes, nem tanto assim.
Valeu ao Estoril, alguma falta de articulação mais adequada entre Rafael e os colegas que o precediam no terreno. Caso contrário, bem que os poveiros poderiam ter alcançado a primeira vitória e, em casa de um dos candidatos!(?!)
Se os adeptos (em geral), do Varzim têm podido estar "em massa" (a crise não é só para os outros), jamais teriam assobiado, antes, durante e após o jogo, mas sim, aplaudido, pelo que acabavam de ver: uma boa imagem do clube deixada no Estoril. E depois... "o cliente (neste caso, adeptos da indústria futebol) tem sempre razão"... mesmo que não tenha!... Sócios, accionistas ou simplesmente "mirones pagantes", mesmo que fortuitos. É futebol! Ponto final.
Concluindo: no final, a repartição de pontos, até pode ter sabido a pouco... aos "lobos do mar" da Póvoa de Varzim!...
Excelente exibição do jovem e promissor Neto (a fazer lembrar o seu Pai), que pese toda a envolvencia de dificuldades, inclusive, do vento, por vezes "traiçoeiro", imprimindo repentinas mudanças de trajectória à bola, exigindo perspicácia madura por parte dos centrais, (do Estoril, aspas, aspas) no posicionamento em campo. Neto foi bem secundado por todos os seus colegas, com alguma saliência para Salvador pelo trabalho no lance em que por uma "unha-negra" não marcou aquele que provavelmente podia ter sido o golpe de misericórdia no adversário, rumo à 1ª. vitória do Varzim na Orangina.
Ala-Arriba!
Óscar Gomes
(sócio 821)
ESTORIL-PRAIA




QUEM PARTE E REPARTE E FICA COM IGUAL PARTE... RESULTADO JUSTO!
O Varzim acaba de... ganhar um ponto, atendendo ao que foi visto, esta tarde, sobre o mítico relvado(bem tratado) do estádio poveiro.
Pela frente o Varzim teve um adversário, que na Tabela tinha (e tem) mais dois pontos, ocupando um também nada desejável 13º. lugar, enquanto que os alvi-negros estavam, isolados, no último lugar. A juntar a isto, o facto dos avenses terem, durante o interregno, "corrido" com o técnico Micael Cerqueira, dando lugar "à velha raposa" Vítor Oliveira, o treinador português com mais subidas de divisão à 1ª. Liga. Só!... Muito embora, alguns avenses mais imaturos o aceitassem com algum cepticismo.
Ficou demonstrado na Póvoa, que Vítor Oliveira, está não só aí para as curvas, como mostrou à saciedade dos "desconfiados" que pode atirar este Aves para melhores voos. Viu-se a subtileza e a astúcia de leitura de jogo, numa altura em que o técnico do Varzim, na ânsia de povoar mais as cercanias da área contrária, mandou subir os seus médios alas, deixando o meio-campo, em certos momentos, com "as defesas" muito vulneráveis (apenas dois homens) ao contra-ataque avense, que quase eram aproveitados para o Aves fazer o 1-2.
O futebol sem risco, não existe... mas, é preciso doseá-lo!...
O Varzim apareceu neste jogo sem os seus habituais laterais e, sem um homem que vinha sendo indiscutível no "Plano A" de Eduardo Esteves, ou seja, André Carvalho, um trinco que ao lado de Tito, só pecava por não se integrar, quando conveniente, nas manobras de transição para o ataque. Outra grande surpresa, foi a não inclusão no onze inicial de Salvador, o avançado (internacional oriundo da formação poveira) de qualidade técnica mais apurada que o clube tem nos seus quadros. Só viria a entrar no segundo tempo, quando o Varzim corria atrás do prejuízo, o que não é o melhor momento para se "aparecer"... em jogo.
O intervalo chegou com o Aves em vantagem, num auto-golo de Pedro Santos (só acontece a quem anda lá).
No segundo tempo, o Varzim mesmo após as alterações no seu conjunto, não encontrava maneira de atinar com o caminho para a baliza do Aves.
Foi preciso uma grande penalidade, na sequência da melhor jogada que o Varzim conseguiu em todo o jogo (com principio, meio e fim), para os alvi-negros chegarem à igualdade. Jogada que começou em Neto que da sua zona defensiva, fez um passe comprido para o ataque, sendo depois a bola metida na área num passe cruzado, apanhando Bruno Moreira a tentar recepcionar, sendo derrubado. Tiago Carneiro atirou a bola para um lado e o guardião do Aves lançou-se para o lado contrário. Faltavam ainda cerca de 20 minutos para o termo do jogo. E foi a partir daqui, que o "sabido" do Vítor Oliveira quase ia aproveitando o suicida 4 x 2x 4 em que o Varzim passou a jogar, sendo apanhado em contra-pé. Valeu a falta de tiro certeiro dos avenses e, também, diga-se porque é justo, a atenção de Ricardo Neves, o "goleiro" do Varzim.
Pelo que vimos, continuamos a pensar que se corrigidas algumas posturas de estratégia e de táctica, com toda a envolvência dinâmica que um jogo sempre acarreta, este plantel, não sendo o ideal (existe?...), nem dele se aproximando, pode contudo, aspirar a mais que a manutenção que, diga-se, e pelo que já deu para ver pela aragem da carruagem, vai ser bem mais difícil do que em épocas anteriores - para subir, manutenção e para a fuga à descida.
Coerência, regularidade e sobretudo atitude competitiva, são ingredientes que não poderão faltar num plantel que tem objectivos bem definidos. Em cada jogo, em casa ou fora, aqueles pressupostos têm que ser cumulativos.
Com eles mais perto estarão as vitórias e, também mais por perto estarão os sócios e adeptos em geral. É preciso entender a filosofia do adepto que é igual em qualquer torrão que se jogue futebol. Não são os adeptos que têm que ganhar os jogos... E não haja ilusões: melhores adeptos que os do Varzim quando quem para eles trabalha lhes dá alegrias, NÃO EXISTEM!
O próximo é o Estoril. Quem sabe se não vai apadrinhar o Varzim na obtenção da primeira vitória na Orangina?!
Força Varzim! Ala-Arriba!
Óscar Gomes









ESPERANDO... PACIÊNCIA DE JÓ...



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