
ORGULHO ALMA E RAÇA VARZINISTA PEDRO SANTOS, O MAU DA FITA...
23ª. JORNADA LIGA ORANGINA VARZIM - O LEIXÕES - O O TÉC. DO VARZIM EDUARDO ESTEVE(S) NA BASE DE UMA LIÇÃO BEM ESTUDADA
O Varzim pela segunda vez esta época, contribui para ofuscar as intenções dos leixonenses na vontade de regressar rapidamente ao melhor campeonato português. Foram 4 pontos que muito jeito dariam aos rubro-brancos matosinhenses. Para se ter uma ideia da importância do jogo de ontem, caso o Leixões vencesse na Póvoa, os leixonenses estariam agora a ocupar a 5ª posição, a 4 pontos dos dois primeiros!... Serve também esta observação para se aquilatar das redobradas dificuldades para os poveiros, com tantos factores a moralizar os de Matosinhos (mas também a pressioná-los). Por outro lado, os comandados de Litos (chamado a substituir Inácio), sabiam que pela frente iriam ter um Varzim que mergulha no fundo da tabela, mas que, era o mesmo que, com a maior da descaradez os tinha derrotado em sua própria casa. Portanto, preocupações diferentes e olhares direccionados em sentido oposto. Os matosinhenses com os olhos postos nos lugares de cima, os alvi-negros mirando cá para baixo da tabela. Abordando o jogo, com uma intenção mais opinadora do que meramente estatística, consideramos que o facto mais relevante e que é de todo o mérito referir em primeiro lugar, é a multidão de adeptos que acorreram ao velhinho estádio, bem recheado com claques de ambas as equipas, com o vermelho, o branco e o preto, a constituírem um tricolor bonito de ver. Atraídos como que por magia, o povo do mar de Matosinhos e o do mar da Póvoa, juntaram-se e, com ruidoso apoio, puxaram pelas suas cores, emprestando ao jogo um ambiente próprio das grandes tardes de futebol à moda antiga!... Depois foi um jogo com momentos para todos os gostos. Uma primeira parte, com as equipas empenhadas em dar ritmo ao jogo, mas sempre com redobradas cautelas. Os matosinhenses, estariam à espera que os da casa, se atirassem a "abrir portas nas suas costas", mas assim não aconteceu. A equipa poveira foi fantástica na forma cerebral como seguiu "pele na pele" a movimentação dos jogadores adversários e, sobretudo prudente q. b. Afinal, quem mais cedo começou a dar mostras de começar a ser atraiçoada pela ansiedade, eram os comandados de Litos que foram para o intervalo, levando na retina a imagem de uma bela defesa protaganizada pelo companheiro de equipa Fonseca a negar o golo após remate poderoso de André Carvalho. Um zero-zero justo ao intervalo. O segundo tempo foi jogado a um ritmo mais empolgante, com um Leixões numa atitude do "tudo por tudo" e com um Varzim respondendo à letra. Aliás Telmo teve tudo para bater Fonseca quando de cabeça não acertou com o buracão à sua frente junto ao poste esquerdo. À passagem dos 70´ seria Tiago Carneiro a dispor de uma excelente oportunidade, atirando à barra, com a massa adepta leixonense a ficar "sem respiração". Antes, já Fonseca (filho de peixe sabe nadar) tinha mais uma vez brilhado na sequência de um tiraço de Tiago Terroso. E seria contra a corrente do jogo que o Leixões chegaria ao golo e inauguraria o marcador, através de um lance de bola parada, executado na perfeição por Oliveira, atirando em arco por cima da barreira, "cortando" a bola para o lado oposto do g. redes. Seguiram-se alguns minutos de galvanização por parte dos leixonenses, dando a entender que poderiam ter ferido de morte a equipa do Varzim, mas foi Sol de pouca dura. Após alterações feitas no xadrês por Eduardo Esteves, colocando algum gelo no meio-campo, passando Tito Silva a ser o polícia daquela zona, em detrimento de um atleta que defende mas que também se lança para tarefas mais ofensivas, como é o caso de André Carvalho. Tiago Terroso também saiu, perdendo a "armada poveira", um criativo, mas por outro lado colocou um Rui André que é um jogador de exímia técnica e codicioso pelo golo, indo provocar redobrados cuidados na elasticidade da defensiva do Leixões. Como diz o povo "não se pode ter tudo"... Nos últimos 5 minutos foi um abanar a barraca pelas duas equipas, na procura desenfreada pela vitória, que a todo o momento, para uma delas, um descuido seria fatal. E naquele porfiar, o Varzim a dois minutos do fim, já com alguns milhares de adeptos do Varzim a temerem o pior, surgiu o golo apontado de cabeça pelo capitão poveiro (é "poveirinho pela Graça de Deus") Pedro Santos, enchendo de alegria aqueles corações que estavam a ficar apertadinhos! Para os de Matosinhos, foi o baixar das bandeiras e de cachecóis, o calar das cornetas e dos tambores e... ala que se faz tarde! Para o ano há mais! "Esta época nunca deveriamos ter pela frente este Varzim" - deverão ter ido a pensar de volta a casa!... Mais uma final para trás! Não foi o resultado ideal, mas... a sobrevivência ainda é possível!... Agora venha outra. E o "senhor que se segue", é nada mais nada menos que o recém chegado à liderança Feirense! A fogaça vai estar a escaldar, vai!... Ala-Arriba! São precisas grandes e certas remadas...


































