V A R Z I M - O
OLIVEIRENSE - O
Entrada de "esguelha" do Varzim em mais uma edição da Liga Vitalis.
OS LOBOS DO MAR NÃO FORAM CAPAZES (MAIS UMA VEZ!) DE ULTRAPASSAR A MURALHA "OLIVEIRISTA".
Só por volta dos primeiros 15 m. o Varzim deu "um ar da sua graça", quando Gonçalo Abreu, atirou por cima da barra, na sequência também da primeira boa jogada de envolvência atacante dos varzinistas!Os adeptos do Varzim, em número reduzido, iam suando as estopinhas no cimento das bancadas na ânsia de verem o "seu" clube dominar e chegar ao golo da vantagem.
E como sofriam alguns notados emigrantes, especialmente "franceses"!...A Oliveirense lá ia cumprindo o esperado papel da ferrolhice, não querendo entrar "qual pato tótó", de uma forma lúcida e consciente de que, se alguém tinha que apertar, era a equipa da casa. Por todos os motivos e mais alguns.Uma nota particular para o grau de expectativa pelos livres apontados por uma das aquisições da época, o brasileiro Vitor Júnior. Debalde a espera e as expectativas... A prestação do atacante, não só nos livres ficou aquém do esperado, com origem em certa des (informação), como em outros aspectos... É contudo mais um jogador a rever, como é lógico.E o intervalo chegou com o resultado em branco e um sorriso amarelo nos rostos dos adeptos do Varzim, e muito bocejo no "redondel da quadratura"!
O Varzim reiniciou a partida com Mendes, outro reforço(?), no lugar do já falado Vitor Júnior.Aos 5m. do segundo tempo, surgiu a primeira grande oportunidade do Varzim, num lance bola parada (canto), com Tó Ferreira a cometer uma fífia do tamanho do mundo, que os atacantes do Varzim não aproveitaram! Poderia ter constituído o "toque" da viragem na produção de jogo por parte dos donos da casa e a galvanização acertiva que estava a faltar.Mas a grande a Oliveirense logo a seguir tem uma oportunidade de caras, com Marafona a ser o herói da tarde em mais uma espectacular defesa, ao negar o golo, numa altura que poder-se-ia considerar contra a corrente do jogo.Sentiu-se de facto que em termos do jogo do "gato e do rato" protagonizado pelos dois conjuntos, a gato (Varzim) começava a fazer a vida negra ao rato Oliveirense. "Rato" que estremeceu quando viu o senhor Paulo Baptista sancioná-la com uma g. penalidade! O silêncio tomou conta do estádio e a pele de muitos ficou arrepiada! Alguns fizeram benzeduras, "cruzes" e, "correntes de apoio moral", tal como os brasileiros "flepões" nos ensinaram! Só que, segundo o "temível", pelos vistos, marcador de g. penalidades, Vitor Júnior já tinha saído. Assim quem levou com a "tremedeira" em cima foi o pobre do Gonçalo Abreu que, infelizmente para ele e principalmente para o Varzim, que lhe paga para fazer o melhor possível, falhou... para desânimo dos adeptos dos alvi-negros. Custa.mas acontece aos melhores. Trabalhar a marcação de grandes penalidadesdeve ser trabalhado por todos durante a semana, g. redes incluídos, porque não?! Não podem ficar dependentes de um "especialista"! Nem é concebível que, a levar em conta o que disse o treinador do Varzim, "naquele momento decidiu quem marcaria seria o G. Abreu porque ou que estava planeado marcar, já estava nos balneáros!?
Como pode tal acontecer num clube de futebol de alto rendimento?! Ainda se fosse na Oliveirense ou no Carregado... E depois queixam-se de tudo e mais alguma coisa que ninguém entende! Ou parece...
No cair do pano, quando os poveiros já jogavam mais com a emoção do que com a razão, a Oliveirense ia marcando, falhando por uma nesga! Seria o "golpe de misericórdia" na turma poveira, que não merecia perder, mas também a Oliveirense, pelo "trabalho de formiga", com grande firmeza acompanhada da lucidez necessária, também não merecia sair da Póvoa derrotada. É custoso "engolir"mais este sapo, mas quem viu o jogo, e for capaz de pôr de parte qualquer tipo de cegueira " bacoca ou parola", pelas suas cores preferidas, concordará connosco, certamente
O espartilho montado pelo técnico forasteiro, foi bem orquestrado numa demonstração de um bom trabalho de casa para esta partida e, beneficiou da tarde menos acertada do Varzim, em momentos pontuais do jogo, como pelo que atrás ficou escrito se percebe.
Já em relação ao comando do técnico da turma poveira, Eduardo, achamos que denota "crescimento na função", mas temos que lhe fazer dois reparos negativos: primeiro, a saída de Bruno Moreira para a entrada de Danilo, foi uma aposta perdida e inoportuna, já que o ponta de lança Bruno Moreira estava a "laborar" a preceito. Substituição que foi "reprovação" pelos adeptos do Varzim, com um coro extenso de assobios.Segunda: insinuar, no final, que o apoio e a ânsia natural do público, perturbou psicologicamente o Gonçalo Abreu, não é coerente com as suas funções de técnico e de líder de um grupo de atletas! Apesar disto, auguramos-lhe um bom futuro na carreira. Já relativamente ao Varzim, atendendo às limitações perceptível aos mais atentos, nem por isso!Quanto às substituições, é sabido que os adeptos não fazem substituições, mas que gostam que delas bem feitas, que ninguém tenha dúvidas! Danilo deu fiasco e é outra aquisição da época a rever.
Já agora mais uma achega.
Querer jogar assente num plano posicional de 4X3X3, só se pode aventurar a fazê-lo se se tiver ao dispôr jogadores com qualidades para tal. Nem o Mourinho se atreveria a tal!...
É por demais evidente a qualquer "amador" que no que toca ao que foi visto fazer pela equipa do Varzim, a articulação defensiva (laterais), com o trio do meio campo e este com o "tridente" atacante, não está a ser conseguida! Caetano, lateral direito, só fez a primeira descida ao último reduto, já perto do final da primeira parte! E o pior de tudo, é que com aquela falte demecanização e sistematização de processos, o Varzim fica fragilizado em todos os seus "blocos"...
Se não foi um começar com o pé esquerdo, foi sem margem para dúvidas, com o pé errado, e que impossibilitou a obtenção de 3 pontinhos...A figura do jogo, foi MARAFONA, com duas ou três intervenções de luxo e oportuníssimas! Uma jóia da coroa que os dirigentes do Varzim têm que saber valorizar e trazer "mais-valias" para o clube, o que nem sempre tem acontecido com a venda dos seus "frutos". Situação a rever por quem de direito.
Quanto à concorrência, de relevar a vitória fora do Portimonense em casa de um cândidato Estoril. A vitória concludente no seu reduto, a conseguida pelo recém despromovido Trofense, agora ao comando dessa velha raposa Vitor Oliveira, que resolveu voltar ao seu habitat natural, técnico com ctéditos firmados. Um outro apontado como pretendente ao poleiro, o Stª. Clara, cumpriu diante do Fátima ao vencer, na ilha açoreana por 1-0. O mesmo se poderá dizer do Gil que aviou o também regressado a esta Liga Penafiel. O Outro regressado Chaves foi impotente, em casa diante de um Feirense que é, mais uma vez assumidamente, um cândidato "peso-pesado" à subida, também com um comando técnico de categoria confirmada.
Força Varzim!
















